Experimentando… a Pentax KP

 

Recentemente tive a oportunidade de experimentar a Pentax KP. Cedida gentilmente pela Reflecta, a KP tinha acabamento prateado e o punho O-GP1672, o maior dos três disponíveis. A lente era a HD Pentax DA 35mm f/2.8 Macro Limited também prateada.

Destaques mais importantes da Pentax KP:

• Sensor CMOS APS-C com 24 MP sem filtro AA
• ISO 819200 (máx.)
• Pentaprisma 100% (0.95x)
• Pixel Shift com correção de movimento e simulador de filtro AA
• Corpo em magnésio, à prova de pó, resistente à intempérie e frio (até -10°C)
• Obturador mecânico (30s ~ 1/6000) e electrónico (30s ~ 1/24000)
• Interface SmartFunction customizável
• LCD orientável 3” 921k (com opção para visão outdoor e nocturna)
• Sensor estabilizado até 4,5 passos da obturação
• Nível electrónico e correcção horizontal automática
• AF sensível até -3EV
• Wi-Fi
• GPS, ASTROTRACER e bússola (com O-GPS1 opcional)
• 3 punhos disponíveis para adaptação ao tipo de lentes em uso

No primeiro contacto com a KP sobressai o seu design compacto e retro. A ausência do LCD na parte superior fazem-nos crer estar a utilizar uma máquina dos “bons velhos tempos” mas com as vantagens do século XXI. Destas vantagens destaco a interface “Smart Function”, já vista na K-1 e que permite o acesso directo a vários parâmetros (na KP há 3 parâmetros configuráveis o que é excelente).

Foi a primeira vez que usei a KP mas senti-me imediatamente em casa com o arranjo familiar dos comandos e menus. Ou seja, quem usa Pentax não sentirá dificuldade alguma ao usar a KP de imediato sem ler o manual de instruções. Para quem vem de outras origens, ficará agradavelmente surpreendido com a simplicidade e funcionalidades que a Pentax tem a oferecer! 😉

Facilmente configurei a KP para o meu modo de trabalho usual: modo de exposição HyM (com TV Shift) e focagem através do ponto central com accionamento via botão dedicado AF. No botão “Smart Function” coloquei o controlo do ISO no C1.

Utilizei a KP com as lentes DA Limited e uma lente bem antiga, de 1977, a Pentax-M 135mm f/3.5.

A minha primeira volta com a KP coincidiu com o festival comemorativo dos 30 anos do Erasmus realizado no Porto onde actuaram diversos grupos folclóricos Europeus. Sendo à noite, nada melhor para pôr à prova o novo sensor usando altos ISO.

Aqui estão 3 exemplos a ISO elevados (dados exif na margem vertical esquerda da foto):

Entretanto, numa outra saída utilizei apenas a Pentax-M 135mm f/3.5 que, na KP e em qualquer APS-C, se transforma numa 200mm ultra-compacta:

É um dos exercícios que gosto de fazer frequentemente: escolher apenas uma lente de distância focal fixa e ir por aí à procura do que aparece. Para mim é um desafio que me obriga a ser mais disciplinado…

Vejam os resultados:

Pentax K-5 │ M 135mm f/3.5 │ HyM │1/20 │f/8.0 │ ISO 100
Pentax K-5 │ M 135mm f/3.5 │ HyM │1/30 │f/4.0 │ ISO 100
Pentax K-5 │ M 135mm f/3.5 │ HyM │1/320 │f/8.0 │ ISO 100
Detalhe a 100% da fotografia anterior.
Pentax K-5 │ M 135mm f/3.5 │ HyM │1/160 │f/8.0 │ ISO 100

Resultados excelentes para uma lente com 40 anos e que se encontra no mercado a preços insignificantes.

Destaco as duas primeiras imagens desta série tiradas a velocidades muito baixas, 1/20s e 1/30s, sem tripé ou qualquer apoio. Com uma lente com distância focal equivalente em 24×36 a 200mm,  o sistema de estabilização de imagem SR da KP excedeu as minhas expectativas.

Como a KP (e todas as digitais…) não têm um despolido com ajuda de focagem manual tipo “imagem partida”, utilizei o modo de captura “catch-in focus” que funciona às mil maravilhas. Este modo de captura “catch-in focus” existe em todas as máquinas Pentax desde a SFX de 1987 e é uma forma excelente de se usar lentes manuais com foco assistido e garantia de imagem focada (em breve falarei mais em detalhe do modo de captura “catch-in focus”).

Quanto ao sensor da KP, os 24MP são mais que suficientes para um sensor APS-C e a fasquia do ISO estabelecida nos 819200 garante-nos que o patamar utilizável está continuamente a aumentar, podendo-se, com este sensor, fotografar em condições de luz inimagináveis há alguns anos.

Resta-me aconselhar vivamente a Pentax KP a todos os que pretendem uma máquina compacta, com um design apelativo e configurável, resistente à intempérie, com Pixel Shift e sem limites nas baixas luzes.

E se à KP juntarmos as lentes DA Limited, então, estamos na presença de um conjunto imbatível, que alia um sistema muito compacto com uma qualidade de imagem excepcional!

Fotografia, para mim, é e só pode ser, puro prazer. Por isso sou apenas um amador, esclarecido, desde 1984.
Fui freelancer desportivo no jornal diário “O Comércio do Porto” em meados dos anos 80.
Mais tarde, a partir dos fins dos anos 90, membro do AOHC (Asahi Optical Historical Club), com diversos artigos publicados na revista trimestral “Spotmatic”.
Fotógrafo de casamentos no início dos anos 2000, de início ainda com filme, mais tarde com digital.
Entretanto, e durante 17 anos, fui co-organizador da “Feira de Material Fotográfico” na cidade do Porto, onde divulgava/promovia a marca Pentax expondo máquinas da minha colecção.
Participei numa mostra fotográfica colectiva em Cervia (Ravena), Itália, no âmbito do 5º Pentax Day organizado pelo AOHC. E participei em duas exposições colectivas no Porto.
Fiz fotografia industrial e de produto para edifícios, exposições, catálogos e sites.
Sou coleccionador de material fotográfico clássico “Asahiflex”, “Asahi Pentax” e “Pentax”. Utilizador de todos os formatos de câmaras fotográficas Pentax de filme (110, APS, 35mm, 645, 6×7) e digital (Optio, WG, Q, DSLR e 645).
E o meu tipo de fotografia de eleição é a paisagem (médio formato, filme ou digital)… e ser o fotógrafo oficial da minha família!

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